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Triste realidade

CATEGORIA: Articulistas Institucional Notícias Presidente Dr. J Fernando Rossi Saúde

26 de agosto de 2014

Nos últimos cinco anos, tenho usado este espaço para chamar a atenção para a triste realidade que vivem as pequenas e médias operadoras do nosso estado em geral e, em particular, aquelas que atuam na região metropolitana de Belo Horizonte. Hoje, sobretudo no último ano, estamos vendo acontecer aquela catástrofe anunciada, ceifando do mercado organizações que há muito vinham prestando serviços relevantes a este mercado. Dentro desse cenário algumas operadoras foram vendidas, outras foram encampadas por outras empresas e ainda outras simplesmente quebraram.

Até o momento tudo ocorreu sem maiores sobressaltos e com impacto aparentemente pequeno e, às vezes, pontual para os envolvidos. Houve ou está havendo uma acomodação natural sem muito barulho, dado o tamanho do mercado.A princípio pode se imaginar que a questão foi resolvida e que tudo está bem. Mas pensar assim pode ser um grande engano. Neste momento o que se vê é simplesmente um remendo em tecido podre, que logo se romperá, expondo rotura ainda maior. A questão, na maioria das operadoras, não é má gestão, embora isto possa ocorrer em casos restritos.

O problema central nos parece sistêmico e conjuntural e pode acometer toda a cadeia, independentemente do porte da operação, tudo é questão de tempo, pois em qualquer crise os pequenos padecem primeiro. Mais uma vez digo, o excesso de incorporação de tecnologias – que por vezes são aplicadas de maneira ética e precisa, mas em muitas situações têm propiciado excessos e desperdícios –, associado ao sistema atual de regulação que impõe cobertura a procedimentos não contemplados por ocasião da elaboração das notas técnicas atuariais do produto, parece ser o grande vilão da sustentabilidade do setor.

Assim, essa atividade como aí está corre sério risco de perder sustentabilidade, se nada for feito. Deve-se aprimorar os pactos existentes, não apenas entre operadoras e prestadores de serviços, mas incluindo beneficiários, financiadorese reguladores do sistema, pondo fim ao que um amigo meu chama, e com muita propriedade, de “sociedade de inimigos”. Assim, todos poderão dizer qual a medicina supletiva que querem e a que “custo isto será possível”.

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